domingo, 23 de março de 2014
domingo, 9 de março de 2014
Inclusão escolar das pessoas com surdez: um caminho possível através da abordagem bilíngüe
Historicamente há diferentes concepções com relação à educação escolar das pessoas com surdez que refletem nas ações realizadas em favor da educação dessas pessoas. Atualmente a política educacional brasileira defende uma escola para todos, inclusive para as pessoas com deficiência. Essa política tem se mostrado promissora no ambiente escolar para pessoas com surdez, mas, mesmo com as políticas definidas, muitos desafios ainda estão postos para que as práticas de ensino e aprendizagem dessas pessoas na escola comum sejam efetivadas.
A perspectiva inclusiva, rompe com as dicotomizações que separam as pessoas com surdez das pessoas ouvintes, propoe a ampliação do olhar para além da questão da língua, propondo a discussão da qualidade das práticas pedagógicas de modo que seja garantindo o direito das pessoas com surdez a uma educação de qualidade, que estimule os vários aspectos de seu desenvolvimento, valorizando-os como sujeitos capazes, produtivos e constituídos de várias linguagens.
Nesse sentido a abordagem bilíngüe defende que a educação escolar da pessoa com surdez seja contemplada na escola regular. Para que isso ocorra, o Atendimento Educacional Especializado como trabalho complementar para a classe comum, que disponibiliza serviços e recursos, deve se organizar em busca da autonomia e independência da pessoa com surdez dentro do ambiente escolar e fora dos muros dessa instituição.
Assim, a proposta inclusiva quebra preconceitos e procura dar ao sujeito com surdez, oportunidades sociais e educacionais, assegurando ambientes educacionais estimuladores, considerando-os como pessoas que pensam, ou seja, dentro dessa perspectiva a escola e suas práticas pedagógicas devem ser transformadas, superando o caráter excludente e efetivando-se de fato como inclusiva.
O AEE PS, na perspectiva inclusiva, vem contribuir para a garantia do direito de uma educação bilíngüe na escola comum, em que a Língua de Sinais e a Língua Portuguesa escrita constituam línguas de instrução no desenrolar de todo o processo educacional. Assim, o AEE PS precisa ser desenvolvido de maneira colaborativa entre os professores, com novas metodologias e recursos de ensino, com respeito as diferenças desses alunos, considerando a obrigatoriedade dos dispositivos legais e promovendo o desenvolvimento integral do aluno com surdez.
Segundo Damázio, a organização didática do AEE PS é pensada de acordo com a formação do professor e do diagnóstico do aluno. “O professor elabora o plano AEE PS, envolvendo três momentos didático-pedagógicos: Atendimento Educacional Especializado em Libras; Atendimento Educacional Especializado para o ensino da Língua Portuguesa escrita; e o atendimento educacional especializado para o ensino de Libras.”
Para que de fato as pessoas com surdez na escola comum, tenham uma aprendizagem de qualidade precisamos superar obstáculos que envolvem práticas integracionistas e que, de acordo com Damázio, “impedem o desenvolvimento e provocam a repetência e a evasão, ocasionando o fracasso escolar.”
Assim percebe-se a possibilidade de as pessoas com surdez estudarem na escola regular numa perspectiva inclusiva, com o atendimento educacional especializado oferecido como complementar a classe comum, visando ao pleno desenvolvimento e aprendizagem do sujeito com surdez por meio da Libras e da Língua Portuguesa escrita.
Referências
DAMÁZIO, Mirlene Ferreira Macedo, FERREIRA,Josimário de Paulo. Educação Escolar de Pessoas com Surdez - Atendimento Educacional Especializado em Construção. Texto publicado na revista Inclusão do Ministério da Educação, jan/jul 2010.
Referências
DAMÁZIO, Mirlene Ferreira Macedo, FERREIRA,Josimário de Paulo. Educação Escolar de Pessoas com Surdez - Atendimento Educacional Especializado em Construção. Texto publicado na revista Inclusão do Ministério da Educação, jan/jul 2010.
sábado, 30 de novembro de 2013
Curta Cinema - Vida Maria (Audiodescrito)
Faz-se necessário insistir na busca pela garantia de direitos básicos que assegurem a igualdade de oportunidades para todos. Assim devemos planejar ações educativas que garantam a participação dos sujeitos na escola respeitando as necessidades de cada pessoa e proporcionando recursos de acessibilidade que contribuam significativamente para seu acesso, participação e aprendizagem com sucesso. Trata-se de uma questão de acessibilidade e cidadania.
Com esse “post”: Curta Cinema - Vida Maria (Audiodescrito), convidamos você a conhecer a Audiodescrição, “um recurso de acessibilidade que amplia o entendimento das pessoas com deficiência visual em eventos culturais, gravados ou ao vivo, como: peças de teatro, programas de TV, exposições, mostras, musicais, óperas, desfiles e espetáculos de dança; eventos turísticos, esportivos, pedagógicos e científicos tais como aulas, seminários, congressos, palestras, feiras e outros, por meio de informação sonora(...) contribuindo para a inclusão cultural, social e escolar. Além das pessoas com deficiência visual, a audiodescrição amplia também o entendimento de pessoas com deficiência intelectual, idosos e disléxicos.”
Motta e Filho (0rg.) Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência do Estado de São Paulo, 2010.
Sugestão de uso pedagógico da atividade
Utilizarei este curta audiodescrito na escola onde atuo como professora na sala de recursos multifuncionais (SRM), a idéia é usá-lo em vários momentos, primeiro no planejamento coletivo com os professores e o núcleo gestor, em outro momento com os alunos da EJA e em outro momento na reunião com as famílias dos alunos atendidos na SRM.
Desejo apresentar a Audiodescrição como recurso de acessibilidade, como uma possibilidade de uso pedagógico de maneira acessível a todos os alunos com ou sem deficiência, onde todos serão provocados a prestar atenção no vídeo, estando de olhos vendados. Poderão perceber que o filme se torna compreensível, e ainda estimular os sentidos remanecentes. Em seguida, eles poderão assistir o mesmo filme utilizando a visão. É importante que debatam sobre a audiodescrição, sobre a experiência, emoções, sensações. A interação entre os pares, deverá ser estimulada e o debate entre os alunos independentes de sua condição visual.
Esse filme Vida Maria é um material rico, com ele poderemos discutir sobre a desigualdade social, o trabalho infantil, a importância da educação, desde a mais tenra idade, a história de tantas Marias diante da ausência da garantia de seus direitos, a inclusão escolar e social.
Enfim que tal refletir sobre outras possibilidades de uso na realidade onde atua?
Aceitem o convite, acessarem e conheçam um pouco sobre esse recurso de acessibilidade que pode contribuir significativamente para a inclusão de pessoas com deficiência visual, deficiência intelectual, dislexia, etc, na escola regular e na sociedade.
Que tal divulgarmos ainda mais esse recurso de Tecnologia Assistiva?
Como é o lugar quando ninguém passa por ele? Existem as coisas sem ser vistas?
(Carlos Drummond de Andrade)
Referências:
Audiodescrição : transformando imagens em palavras / Lívia Maria Villela de Mello Motta,Paulo Romeu Filho , organizadores. -- São Paulo : Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência do Estado de São Paulo, 2010.
Link para o curta:
sábado, 19 de outubro de 2013
JOGOS PARA ALUNOS COM DI
As atividades sugeridas são para o trabalho com alunos com deficiência
intelectual (DI), consiste em utilizar o dominó números e quantidades e a pizza
das cores/dos números e quantidades com a finalidade de estimular os mecanismos
de aprendizagem: atenção e memória..
.
-Durante as atividades o professor deverá perguntar você já brincou com esse jogo? O que é necessário fazer? Qual é a primeira coisa que devemos fazer? E depois?
-Durante as atividades o professor deverá perguntar você já brincou com esse jogo? O que é necessário fazer? Qual é a primeira coisa que devemos fazer? E depois?
Verbalizar e demonstrar como realizar
uma determinada tarefa para que essas estratégias possam ser apreendidas pelo
aluno (FIGUEREDO, POLULIN, GOMES, 2010).
Nessas atividades com alunos com DI é importante que o professor faça a
mediação da aprendizagem, encoraje o aluno e o apoie no planejamento de seus
procedimentos, questionando sobre as razões de suas ações e colaborando para
que a aprendizagem seja significativa para a criança.
PIZZA
DAS CORES / PIZZA DOS NUMERAIS E QUANTIDADES
Permite o desenvolvimento da
discriminação visual, auxilia no desenvolvimento da relação entre quantidade e
numeral ou a associação e reconhecimento das cores dependendo da habilidade que
o professor queira desenvolver com o aluno no momento.
Permite o desenvolvimento da discriminação visual, auxilia no desenvolvimento da relação entre quantidade e numeral.
Dominó poderá ser produzido com figuras de objetos conhecidos pelo aluno, com sementes ou outros objetos concretos, confeccioná-lo maior e com materiais tipo papelão, E V A, etc.
Profª Anice Bezerra / SRM
quinta-feira, 19 de setembro de 2013
quinta-feira, 5 de setembro de 2013
Recursos de Tecnologia Assistiva - TA
A
partir das leituras realizadas nessa maravilhosa disciplina de Atendimento Educacional Especializado para Deficiência Física aprendemos muito, tomamos conhecimento do conceito de Plasticidade Neural, uma
das importantes características do Sistema Nervoso, “a habilidade de tomar a
forma ou alterar a forma e funcionamento a partir da demanda ou exigência do
meio”. Assim confirma-se o valor de oportunidades e vivências da criança para
acelerar ou retardar sua evolução. E ainda como afirma Piaget “a inteligência
se constrói mediante a troca entre o organismo e o meio, mecanismo pelo qual se
dá a formação das estruturas cognitivas.” AEE: deficiência física (MEC/SEESP, 2007)
Segundo Battistel (Mód. IV AEE para DF. Formação de
professores para o AEE. UFSM, 2011) "A característica mais marcante da
criança com deficiência física é a dificuldade nas capacidades básicas de
mobilidade e locomoção, que podem ou não vir associadas a outros déficits, tais
como: cognitivo, sensorial, perceptivo, linguagem, inadaptação social, entre
outros. Por outro lado, esses déficits também podem ser decorrentes da
inabilidade motora.”
Para Fogarolo (2009)
citado por Bersch, “no contexto
educacional, as novas tecnologias servirão ao aluno e ao professor de
diferentes formas e medidas. Ao aluno elas servirão como recurso específico,
como ferramenta compensativa, ferramenta de acesso, como mediador de
comunicação e facilitador. Para o professor será um suporte didático e uma
ferramenta para produção de material formativo que servirá às necessidades de
seu aluno”.(Bersch, Tecnologia
Assistiva. Recursos e Serviços que promovem a Inclusão Escolar).
Sabemos
que os trabalhos dos professores da sala comum e da sala de recursos
multifuncionais são complementares e exigem deles uma estreita parceria.Nesse
contexto, percebemos a importância do AEE para efetiva participação do estudante
com deficiência física nos espaços escolares.
Com os estudos
compreendemos que para “implementação da TA há uma relação indissociável entre
o estudante, a tarefa, o ambiente e as ferramentas/recursos”, que possam ser
utilizados no contexto escolar por alunos com deficiência física.
De acordo com AEE: deficiência física (MEC/SEESP,
2007) “A TA na educação
será o meio pelo qual esse aluno possa fazer do seu jeito e assim ele se
tornará protagonista de sua história, ativo no seu processo de desenvolvimento
e aquisição de conhecimentos.”
Felizmente hoje já
dispomos de vários recursos de Tecnologia Assistiva, alguns de baixo custo e outros
de alto custo, no caso escolhemos o recurso com material imantado, logo abaixo algumas sugestões que poderão ser adaptados para estudantes com deficiência física de acordo com suas limitações e potencialidades, ficando a critério e criatividade do professor de AEE e parceiros, visando à
ampliação da habilidade motora, entre outras.
Auxilia na discriminação de figuras
parte/todo. Poderá ser utilizado por um aluno com necessidade de melhorar a
flexão e extensão de membros superiores. Pode ser utilizado com o aluno na postura
em pé ou sentada.
Descrição:O quebra-cabeça é confeccionado em madeira com aplicação de figuras de animais. Cada animal representa uma letra do alfabeto. Por exemplo, Macaco, Zebra. As figuras estão secionadas por um corte diagonal e coladas em um tabuleiro de latão. A outra metade possui um imã na parte detrás que gruda no tabuleiro. Adaptação: Elaine Bernadete de Almeida Bispo
Descrição:O quebra-cabeça é confeccionado em madeira com aplicação de figuras de animais. Cada animal representa uma letra do alfabeto. Por exemplo, Macaco, Zebra. As figuras estão secionadas por um corte diagonal e coladas em um tabuleiro de latão. A outra metade possui um imã na parte detrás que gruda no tabuleiro. Adaptação: Elaine Bernadete de Almeida Bispo
Fonte:Portal de ajudas
técnicas para educação: equipamento e material pedagógico para educação,
capacitação e recreação da pessoa com deficiência física: recursos pedagógicos
adaptados / Secretaria de Educação Especial - Brasília: MEC: SEESP, 2002,
fascículo 1.
Foto - Letras em madeira e com base em imã, colocadas em um quadro imantado para a produção escrita.
Poderá ser utilizado para estimular o aprendizado das letras e a
formação de palavras.
Fonte: A Educação
Especial na Perspectiva da Inclusão Escolar : recursos pedagógicos acessíveis e
comunicação aumentativa e alternativa / Mara Lúcia Sartoretto, Rita de Cássia
Reckziegel Bersch. Brasília : MEC/SEESP, 2010. v. 6.
Painel móvel
Painel móvel com estrutura em metalon revestido em eucatex com chapa de aço galvanizado para materiais imantados. É importante que o painel seja móvel para ser posicionado próximo ao aluno e
transportado para todas as dependências
da escola.
Fonte: TECNOLOGIA ASSISTIVA
NAS ESCOLAS Recursos básicos de
acessibilidade sócio-digital para pessoas com deficiência
Realização:Instituto de
Tecnologia Social (ITS Brasil) Microsoft | Educação
Carteira imantada
Carteira em madeira e aço galvanizado, com regulagem de altura e inclinação para facilitar o manuseio das fichas de comunicação.
Sugestão: poderá ser colocado aço galvanizado na própria carteira do aluno, tendo-se
o cuidado de proteger as bordas para evitar acidentes. Essa mesa também pode
ser utilizada nas demais atividades de sala.
Fonte: TECNOLOGIA ASSISTIVA NAS ESCOLAS
Recursos básicos de acessibilidade sócio-digital para pessoas com deficiência
Realização:Instituto de Tecnologia Social (ITS Brasil)
Microsoft | Educação
PEÇAS IMANTADAS
Pode-se usar material concreto e lousa com letras magnéticas para facilitar a formação de palavras e a memorização quando houver restrição no movimento dos braços.
Fonte: http://revistaescola.abril.com.br/inclusao/educacao-especial/obstaculos-saber-424567.shtml
acesso em 05.09.13
Para saber mais, ver outro post (vídeo sobre TA) aqui no Blog.
segunda-feira, 2 de setembro de 2013
Assinar:
Postagens (Atom)



